domingo, 22 de junho de 2014

Sobre um leão, um amor e sua consequência.

Boa noite.
Como sempre, inicio um post com a frase "já faz muito tempo que não passo por aqui..." Enfim, é. E voltei.
Precisava falar algo que latejava no meu coração, e me pareceu o lugar apropriado.
Há 1 semana atrás, fui ao Zoológico de Luján, na Argentina. Quem conhece meu coração sabe que eu estava indo realizar um sonho: encostar em um leão. Na verdade, na verdade, eu queria poder abraçar um leão, me esconder na sua juba, olhar nos olhos... Assim como eu faria se eu encontrasse o Aslan na minha frente (para maiores informações sobre como Aslan é um ser fenomenal, favor ler As Crônicas de Nárnia). 
Desde que peguei o ônibus para o zoológico, eu já me encontrava ansiosa, e a ansiedade crescia conforme cada passo que eu dava para chegar naquela jaula. 
Daí tinha uma fila.
E na fila eu parei.
E parada, eu refleti...
O leão que estava naquela jaula tinha um olhar tristonho, ele não era quem ele nasceu para ser. Ele era quem os outros queriam que ele fosse. Como eu poderia dizer que amava aquele leão se eu não permitia que ele fosse quem sua natureza pedia que ele fosse?
O amor deixa livre.
Às vezes na vida nosso sentimento por alguém é tão grande que queremos essa pessoa do nosso lado, fazendo o que achamos que seja melhor para ela. Mas isso não é amar. Para chegar à essência do amor, é necessário permitir que o outro esteja em total liberdade para ser aquilo que Deus deseja, ainda que tome decisões com as quais não ficamos felizes. No amor, a nossa felicidade é contemplar a felicidade do outro.
É... dói. Mas é amor.
Entrei na jaula, tirei a foto, até dei leite para o leão... Mas eu sei que no fundo, no fundo, quem ama deixa livre. E eu também preciso aprender isso.

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