terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sobre vinte e seis em cada perna - um breve ensaio

Vinte e seis anos quase completos beirando os vinte e sete. E ainda tem os que tecem comentários de ser em cada perna. Acho justo. Não só nas pernas, mas como na lombar, nos ombros, na cabeça, na renite...
Eu mesma havia postado que o maior aprendizado que tive nessa idade foi descobrir que, de fato, eu estava nessa idade. Não foi fácil.
Há pouco tempo eu tinha o tempo todo ao meu alcance, e agora ele se resumiu a corridos finais de semana e intervalos de almoço para um descanso após o esgotamento da energia quase nuclear gasta em simplesmente dar aulas.
E ainda tem essa: Angra dos Reis, fim de semana com a família, 8 horas da manhã e eu irritadíssima com a querida pessoa que me acordara naquela hora, já que eu queria era dormir... Em outros tempos eu teria acordado para ver o nascer do Sol. Hoje já me basta vê-lo no engarrafamento da Avenida Brasil.
Mas o que mais me estressa nessa segunda metade do meu meio-século é eu mesma cobrando a minha mísera pessoa. Alguém pode me dizer pra eu parar logo com isso? Não dá, né? Acho que desde sempre havia uma lista inconscientemente armazenada de tudo que eu deveria ser ou ter atingido ao chegar os 25, e depois disso é só a correria para tirar toda a lista do atraso.
Mas o tempo não é modular assim, não é não. E olha que eu nem sou dona dele (por isso mesmo)!
Acho que Deus não tem uma lista com as coisas que eu devo fazer antes de chegar aos trinta...
Ainda bem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário