domingo, 9 de dezembro de 2012

Tempo

    Só eu que percebi que meus últimos posts só tem falado sobre tempo? Sejam 15 segundos, 30 minutos, tempo pra respirar... Acho que o assunto ficou travado na minha cabeça e nem vai sair tão cedo...

   Mas, enfim, sinto que o tempo tem sido uma cotradição pra mim. Quanto mais o quero, mais o perco. Eu penso que queria ter mais tempo para aproveitar o tempo (ou o que quer que isso signifique nos meus pensamentos bagunçados), e daí termino o dia pensando que perdi tanto tempo não fazendo o que eu queria ter feito. É como seu eu pudesse controlá-lo, mas não tenho controle sobre ele. (E nesse momento você deve estar pensando consigo mesmo "ela já deve estar bêbada de sono", mas paremos de fazer palpites uns dos outros, combinado?!) Eu o controlo porque o tenho a meu favor e eu posso decidir o que fazer nesse período que me é favorável, e que, por um acaso, é o mesmo para cada ser-humano nessa Terra; mas não tenho o controle porque eu não posso fazer com que um dia tenha 30 horas, ao invés de 24. Faz tanto sentido para você quanto faz para mim?

   Aproveitando a temática, cito o livro de Eclesiastes: "Há um tempo para cada coisa debaixo do céu". E depois dessa frase, o autor coloca uma série de situações que têm seu tempo específico. Há tempo para viver, tempo para morrer, tempo para sorrir, tempo para chorar, para dançar, para ler, para estudar, para amar, para cantar... enfim, há um tempo para cada verbo para cada pessoa. Debaixo do céu, nunca nos falta tempo. Porque há um tempo para cada coisa, o que temos é o suficiente para controlarmos. O que nos falta é sabedoria no controle. 
   Ah, agora está tudo mais claro! A questão é a sabedoria! Sim... E agora, como faço para conseguir?! Calma, ainda estou refletindo... Eu só consigo ver uma saída para essa pergunta: Se a sabedoria é um dom do Espírito Santo, o único jeito de alcançá-la é recorrendo ao Espírito Santo. Mas perceba que coisa fantástica: O Espírito Santo não te "dá" a sabedoria assim como se eu te desse um presente de aniversário, por exemplo. Se eu lhe desse um presente, eu o entregaria em suas mãos e depois de ter visto que você gostou, ficaria mais um tempinho com você ("fazendo a social") e depois iria para casa. Você ficaria na sua casa com seu presente que eu lhe dei, e eu ficaria na minha casa feliz por você o ter aceito. Com o Espírito Santo é diferente. Os dons não são um presente à parte da pessoa. Os dons fazem parte da pessoa. Não se pede os dons do Espírito Santo se não quiser que Ele habite com os dons. Não se pode ficar com o presente e mandar o convidado para casa.
   Se você quer a sabedoria para controlar bem o seu tempo (naquilo que dá para contolar), você precisa estar disposto(a) a permitir que Deus faça morada na sua vida de forma ativa. De forma ativa, sim, porque muitas vezes a gente só quer Deus como figurante da nossa história: a gente diz que está lá, coloca o nome nos créditos, mas quando vai assistir o filme nem percebe a presença dEle... Então, assim não dá, né?
   Nada melhor do que o Autor do tempo para nos dizer a melhor maneira de usufruir do que temos - você também acha?

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