segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sou Eustáquio

Não me parece novidade pra ninguém o amor que eu conservo por Nárnia, certo?
Hoje eu decidi assistir mais uma vez o terceiro filme (O Peregrino da Alvorada), que acontece ser muito significativo para mim. Enfim, eu já tinha prestado atenção em várias situações do filme e sempre retirei algo novo para conservar como uma lição de vida. Dessa vez não foi diferente, e achei até curiosa a minha novidade: Eu sou Eustáquio.
Poxa, como eu queria poder dizer que minha personalidade se achegava à da Lucy, do Edmundo ou do Caspian... Pode até ser que em um outro momento eu perceba que isso se encaixará na minha realidade, mas fico com a minha prévia constatação por enquanto.
Eustáquio era o menino desprezível... Mesquinho, reclamão e, acima de tudo, COVARDE. Fugia de todas as brigas, mal conseguia segurar uma adaga... E de verdade, não sei se seria tão corajosa se um dia eu chegasse em Nárnia e encarasse uma guerra... Ah, ok, deixa eu sonhar menos e pensar numa situação mais próxima: não sei se eu teria coragem de enfrentar qualquer situação de perigo. Pronto.
Mas o lindo de tudo é a transformaçao gradual do personagem. Eustáquio passa por uma adversidade tremenda (vira um dragão), e a partir dali ele começa a aprender a ser o seu potencial. Às vezes numa adversidade, a gente se prende tanto perguntando o porquê de algo ter acontecido, que não investimos forças para viver de acordo com a situação que nos foi dada. 
Quando Eustáquio saiu da sua zona de conforto, ele conseguiu a olhar para si mesmo e descobrir suas suas virtudes, que só apareceram porque estavam sendo provadas. E é claro, depois que ele tem seu encontro com Aslan, nunca mais é o mesmo. A experiência com Deus é, ao mesmo tempo, o topo e a base da pirâmide do descobrimento de si mesmo.
E depois disso, Eustáquio nunca mais foi covarde.

"Coisas extraordinárias só acontecem a pessoas extraordinárias. Talvez isso seja um sinal. Um sinal de que você tem coisas extraordinárias à sua frente."

domingo, 9 de dezembro de 2012

Tempo

    Só eu que percebi que meus últimos posts só tem falado sobre tempo? Sejam 15 segundos, 30 minutos, tempo pra respirar... Acho que o assunto ficou travado na minha cabeça e nem vai sair tão cedo...

   Mas, enfim, sinto que o tempo tem sido uma cotradição pra mim. Quanto mais o quero, mais o perco. Eu penso que queria ter mais tempo para aproveitar o tempo (ou o que quer que isso signifique nos meus pensamentos bagunçados), e daí termino o dia pensando que perdi tanto tempo não fazendo o que eu queria ter feito. É como seu eu pudesse controlá-lo, mas não tenho controle sobre ele. (E nesse momento você deve estar pensando consigo mesmo "ela já deve estar bêbada de sono", mas paremos de fazer palpites uns dos outros, combinado?!) Eu o controlo porque o tenho a meu favor e eu posso decidir o que fazer nesse período que me é favorável, e que, por um acaso, é o mesmo para cada ser-humano nessa Terra; mas não tenho o controle porque eu não posso fazer com que um dia tenha 30 horas, ao invés de 24. Faz tanto sentido para você quanto faz para mim?

   Aproveitando a temática, cito o livro de Eclesiastes: "Há um tempo para cada coisa debaixo do céu". E depois dessa frase, o autor coloca uma série de situações que têm seu tempo específico. Há tempo para viver, tempo para morrer, tempo para sorrir, tempo para chorar, para dançar, para ler, para estudar, para amar, para cantar... enfim, há um tempo para cada verbo para cada pessoa. Debaixo do céu, nunca nos falta tempo. Porque há um tempo para cada coisa, o que temos é o suficiente para controlarmos. O que nos falta é sabedoria no controle. 
   Ah, agora está tudo mais claro! A questão é a sabedoria! Sim... E agora, como faço para conseguir?! Calma, ainda estou refletindo... Eu só consigo ver uma saída para essa pergunta: Se a sabedoria é um dom do Espírito Santo, o único jeito de alcançá-la é recorrendo ao Espírito Santo. Mas perceba que coisa fantástica: O Espírito Santo não te "dá" a sabedoria assim como se eu te desse um presente de aniversário, por exemplo. Se eu lhe desse um presente, eu o entregaria em suas mãos e depois de ter visto que você gostou, ficaria mais um tempinho com você ("fazendo a social") e depois iria para casa. Você ficaria na sua casa com seu presente que eu lhe dei, e eu ficaria na minha casa feliz por você o ter aceito. Com o Espírito Santo é diferente. Os dons não são um presente à parte da pessoa. Os dons fazem parte da pessoa. Não se pede os dons do Espírito Santo se não quiser que Ele habite com os dons. Não se pode ficar com o presente e mandar o convidado para casa.
   Se você quer a sabedoria para controlar bem o seu tempo (naquilo que dá para contolar), você precisa estar disposto(a) a permitir que Deus faça morada na sua vida de forma ativa. De forma ativa, sim, porque muitas vezes a gente só quer Deus como figurante da nossa história: a gente diz que está lá, coloca o nome nos créditos, mas quando vai assistir o filme nem percebe a presença dEle... Então, assim não dá, né?
   Nada melhor do que o Autor do tempo para nos dizer a melhor maneira de usufruir do que temos - você também acha?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

respirar

Uma prova, uma tarefa, um trabalho, um apartamento. Estudar, promover, pensar, fazer, arrumar, tentar...
São tantos verbos e nomes que, sem perceber, parece que a vida começa a pedir para que você prenda a respiração e dê grandes mergulhos no amontoado do meio da semana. E como a vida não dá pausas, nem adianta implorar pelo fim de semana, porque a maré também não abaixa quando acabam os dias úteis.
Existe alguma catarse que me retire da vida mediana?

sábado, 1 de dezembro de 2012

Faltam 30 minutos

Em 30 minutos, aqui em Miami, será dezembro...
Nossa, o peso de dezembro... Eu sei que muitos não gostam de lembrar da música da Simone, "Então é Natal", mas é um pouco inevitável quando você repara que já estão começando a montar árvores de Natal por todos os cantos...
Dezembro, para mim, sempre foi um mês enigmático e mágico. São as últimas oportunidades de cumprir as metas de janeiro e de fazer as melhores memórias do ano que está prestes a encerrar. E esse mês chegou tão rápido... A gente arrasta agosto, coloca umas intriguinhas em setembro, torce pelos fins de semana de outubro, e depois percebe que o tempo está voando...
Acho que ainda não está na hora de refletir sobre o que eu consegui conquistar ou não em 2012. Isso eu deixo para daqui a 31 dias. Mas está na hora de arregaçar as mangas. 
Ir além, além da rotina mecânica, das reclamações de segunda-feira e dos alívios na sexta-feira. 
Dezembro está chegando para dar singularidade ao tempo. Único, distinto, que não se repetirá.
Tenha um desafiador dezembro!