quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A graça do Metrô

Tah, não vai rindo de primeira só por causa do título, não...

Mas existe uma graça sobrenatural (pelo menos para mim) ao viajar de metrô. Se você é do tipo que se prende em aparências, esse transporte é aparentemente sujo, mal cuidado, demora pra chegar e quando chega está lotado. Pessoas cheiram mal e o vagão das mulheres é barulhento que só ouvindo!

Se você sair um pouquinho da margem, verá que é um lugal especial para silenciar o coração em meio à multidão. Primeiro porque é uma ótima área para seus estudos de antropologia - nível básico - e segundo, porque é onde podemos entrar em contato com Deus num exercício de concentração contínua. Só no metrô eu consigo colocar minhas leituras em dia, rezo sem ficar enjoada e contemplo as necessidades do outro com um olhar de intercessão.

Experimente. Vai dar até vontade de viagens mais longas...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lições de um 11 de novembro

Hoje eu aprendi que um professor é também um psicólogo, amigo e às vezes um antropólogo. Aprendi que ser professor não é uma profissão, mas um jeito de ser.


Experimentei que a maior conquista na vida de alguém é ter conquistado outras vidas e que podemos superar nossos limites se os conhecemos.


Vi que escolhemos nossos ícones baseado no que desejamos ser e que ainda não conseguimos (e que ainda não conseguimos). Pessoas se tornam ícones de vitória, competência ou santidade através de propósitos que criaram para si mesmas e obtiveram o reconhecimento.


Aprendi que as mais lindas orações podem nascer às 7 horas da noite, no meio de um engarrafamento com uma chuva torrencial e que se pode ser feliz às 10 horas da noite, com o corpo doendo, uma amiga ao lado, no meio do engarrafamento se gabando porque conseguiu o autógrafo do Gabriel Chalita.


Ao fim, percebi que o fim de um dia não encerra as possibilidades ou felicidade, mas as reabastece para dar um novo fôlego às surpresas que estão por vir.

domingo, 8 de novembro de 2009

E onde está Deus nisso tudo?

Meditando um pouco sobre a vida, hoje, me lembrei de como as pessoas estão condicionadas à seguinte constatação: "Se tem tanta coisa ruim sobre a Terra, onde está Deus? Se Deus existisse, a Terra não seria assim..." Acho que você já deve ter ouvido alguém falar algo parecido...

A questão é que não podemos culpar Deus por uma coisa que Ele não fez. Assim como, se João bater em mim, não tem motivo de eu colocar a culpa em Pedro. Não foi o Pedro que bateu, ora!

Então, você lembra de uma pessoa chamada Noé? Logo após o Dilúvio, Deus fez a seguinte promessa a Noé: "Doravante, não mais amaldiçoarei a terra por causa do homem(...) e não ferirei mais todos os seres vivos, como o fiz." Foi promessa de Deus! Depois do Dilúvio, Ele NUNCA MAIS amaldiçoaria a terra. Então, se a culpa não é dEle, só resta perceber que é do homem, que não sabe administrar os bens que lhe foram dados. No início de tudo, Deus deu ao homem poder sobre tudo que havia sobre a terra, sobre todas as formas de vida e sobre todas as matérias. Convenhamos que não é novidade nenhuma que o ser-humano não fez muito em favor da Terra nesses últimos séculos...

Depois disso, me perguntei como, então, eu faria alguma diferença por aqui, como eu poderia minimizar esses problemas acumulados. Mais uma vez, a resposta se encontra bem perto da promessa já mencionada. Após o Dilúvio, Noé levantou um altar ao Senhor: "tomou de todas as aves puras, e ofereceu-os em holocausto ao Senhor sobre o altar".

Pensemos juntos: um altar é um lugar próprio para se realizar sacrifícios, o sacrifício envolve uma abdicação do "amor próprio". Porque, então, sacrificar as aves? Porque, no início, Deus deu ao homem poder sobre toda forma de vida. Sacrificar as aves no altar para Deus significa dar a Deus a autoridade sobre o que o homem tem por direito, é retirar a autoridade que você tem sobre suas coisas e entregá-las a Deus.



Hoje você é convidado a fazer como Noé. Porém, você não sacrificará aves, mas tudo o que você tem por direito, como a sua própria vida, a sua casa, a alimentação, as vidas que estão à sua volta. Tudo prcisa voltar ao controle de Deus. Não faça com sua vida aquilo que a humanidade fez com o planeta: não destrua o que você tem de melhor, não queira assumir o controle sozinho.

O mundo não sabe, mas o segredo para um caminho de paz é a abdicação da própria vontade.

Não esqueça que você faz a diferença!