quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sobre portas

Títulos confusos pedem contextualizações. Então lá vai:

Situação: Domingo de manhã. Eu e mais um grupo de amigos numa reunião. Essa reunião aconteceu em um prédio de uma certa paróquia. Como o prédio se encontrava em obras, muitas das salas ainda não tinham portas. (E aqui você já pode ir imaginando o que vai acontecer...) Assim, a nossa reunião aconteceu de portas abertas, bem como muitas outras reuniões que se davam no mesmo momento.

O que aconteceu é que, obviamente naquele momento, sentimos falta de portas. Enquanto tentávamos assistir alguns vídeos, era inevitável o pensamento que remoía nossa cabeça: "Fecha a porta!" Mas o máximo que conseguíamos fazer era se dirigir às salas do lado e pedir um pouco mais de silêncio.
Como faz falta uma porta fechada! Ou até, quem sabe, umas duas ou três portas fechadas!
E o que isso tem a ver com a minha vida?!
Comecei a refletir sobre quantas vezes eu já havia reclamado de portas que estavam fechadas para mim... Já reclamei muito com Deus sobre o estágio que eu queria, mas que não tinha conseguido passar, sobre relacionamentos dos quais tive que abrir mão... Enfim, muitas portas que (na minha pequenez) eu queria abertas, mas que me foram muito mais úteis fechadas.
Nós precisamos de algumas portas fechadas nas nossas vidas para sermos redirecionados corretamente para aquelas que nos são reservadas.
Sabe qual é o nosso grande problema? Imagine um corredor longo com várias portas de todos os lados. Ao passar pelo corredor, cismamos com uma porta, e se ela está fechada nós paramos em frente a essa porta e começamos a resmungar porque ela não deveria estar assim! (até me lembra do livro Quem mexeu no meu queijo? quando o ratinho vê que seu queijo acabou e fica olhando o vazio no seu cantinho) Não seria mais simples continuar andando até achar a porta aberta?
Na dúvida, reze! Porque no fim das contas, é Deus quem tem as chaves de cada porta.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Como eu me sinto

Primeiramente, desculpe-me pela falta de acentos e cedilhas, perdoem meu teclado que eh complicado demais para minha mente.
Jah nao escrevo no blog ha muito tempo, muito mesmo. Dizia para mim mesma que um dia atualizaria, quando encontrasse condicoes favoraveis.
As vezes enrolamos alguns planos nas nossas vidas com a desculpa da falta de condicao favoravel no momento: Ah, soh vou procurar tal trabalho quando estiver numa determinada condicao; soh vou conseguir sair com meus amigos quando estiver nessa condicao, soh vou conseguir fazer algum trabalho voluntario quando estiver em tal condicao... E as vezes a condicao nunca chega, e nem seu plano (que havia ficado dependente de uma situacao ideal).
A minha condicao tambem nao chegou. Minha mae acabou de mudar de canal da TV, estava passando novela, e como eu sinceramente prefiro nao assistir, vim para o quarto, olhei para a tela do computador e pensei: eh agora.
Acho que tem coisas que a gente quer planejar tanto que acaba afastanto de nos mesmos.
Eu reavaliei um pontinho dos meus planos. Espero reavaliar mais. Espero que voce tambem reavalie algum.
Abracos e saudades.

domingo, 17 de outubro de 2010

Sobre o que não é relativo

Sem pedir as desculpas agora pelo tempo q abandonei o blog e já partindo para uma reflexão q tive qdo eu queria dormir (agora há pouco...=D)

Um dos primeiros discursos do Papa Bento XVI (após ter sido nomeado papa) foi sobre a teoria da relatividade. Hoje em dia, para "apaziguarmos" controvérsias e aceitamos a desculpa esfarrapada de que todas as opiniões são relativas, depende de cada momento, situação e pessoa. E aí ficamos "de bem" com todo mundo.
A verdade não é relativa, pois se fosse, não poderia mais ser verdade.
Há algum tempo também, ouvi uma reflexão de um padre sobre a água: A água é água, e não deixará de ser. Mesmo que eu ache mais confortável para mim que um certo copo de água seja coca-cola, ela continuará sendo água. A água é água antes mesmo que eu aparecesse no mundo, quando eu comecei a existir ela já existia. Existem verdades que eu não posso mudar, mesmo que eu ache mais conveniente que eu interprete de uma certa maneira.
Assim, eu não posso mudar o fato de que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida. 
A partir daí N pessoas vão querer argumentar que já é relativa a fonte de onde tirei essa citação... (ai, ai, santa paciência!) Então, ok. Mudemos a figura:
Nesse momento em que vos escrevo estou no meu quarto com o ar-condicionado ligado (sim, o Rio de Janeiro é um lugar quente). O ar-condicionado fica em tal posição que quando você abre a porta é impossível de avistá-lo. Se você entrasse aqui agora, com certeza iria sentir que o ar está ligado, mesmo não podendo vê-lo, por conta do frio que está aqui, ao contrário do calor da sala. Eu nem iria precisar lhe convencer de que existe um aparelho que refrigera o ar do meu quarto, porque está óbvio, pelo efeito que ele  causa, de que existe e está funcionando muito bem.
Assim, eu não preciso provar para você que Deus existe. Você acredita quando percebe o efeito de Sua existência. E qual é o efeito?!?!?! A vida dos santos. O efeito da existência de Deus, mais do que a própria criação do mundo e de tudo que nos cerca, mais do que todos os milagres extraordinários que acontecem quando ele permite, é a história da vida dos santos após o encontro pessoal com Deus.
Só Deus consegue transformar a vida de alguém a ponto de que ela deseje intensamente se desprender de bens materiais, sair de si para perdoar o outro, desistir de seus próprios sonhos para sonhar os sonhos dEle, além de várias outras coisas que são consideradas loucura para o mundo.


Meu desafio para você hoje é: você conhece a história de algum santo? Escolha um e estude a vida dele ou dela. Tenho plena certeza de que você vai perceber que Ele existe, que Ele reina e que só Ele traz felicidade plena. (para facilitar, dou algumas sugestões. clique na foto de um santo - ps: eu já considero o Papa João Paulo II um santo - e você será redirecionado a um site com sua biografia)







Uma boa noite. Sejamos santos de calças jeans e tênis!

domingo, 14 de março de 2010

Você daria uma pedra para seu filho?

Boa noite. Recentemente estive refletindo sobre uma realidade espiritual que poucas pessoas conseguem tocar: a providência de Deus. Falo de coração que poucas pessoas vivem essa graça por conta do caminho necessário para se chegar até ela.
Quarta-feira de noite: comunguei pedindo a Jesus que eu pudesse estar mais próxima da missão Canção Nova aqui no Rio. Não sabia como eu poderia me aproximar mais, então falei com o Senhor: "você é criativo, arruma um jeito aí se você quiser que eu viva essa vocação..."
Quinta-feira, hora do almoço: recebo uma ligação. A responsável pelo vocacional precisava que alguém ficasse esse fim de semana cuidando dos filhos dela, mas não encontrava ninguém disponível. Aceitei.
Perceba a rapidez de Deus em providenciar algo que eu precisava. O engraçado é que existem muitos pedidos que fazemos a Deus e que não são atendidos. Por que será?
Imagine a situação: seu filho está com fome e te pede um pedaço de pão. O que você faria? Daria uma pedra ou procuraria o pão mais frequinho da casa? A mesma coisa acontece com os nossos pedidos a Deus, de maneira mais perfeita. Ele não quer que nos falte nada. E nada é nada. Ele quer nos dar todo o necessário para nosso sustento.
O problema de nós, seres humanos, é que temos uma mania de ter cartas na manga. É como se eu pedisse a Deus um casaco que está faltando e minutos depois chegasse para um amigo jogando a indireta de que preciso de um casaco. Ou Deus providencia na sua vida ou você providencia. É como a história da direção do carro: só pode haver um motorista, se não o carro vai sair desgovernado.
A providência de Deus só pode agir se desejarmos realizar plenamente a vontade de Deus, pois Ele não pode me dar algo que me faça mal, compreende? E, depois de desejar realizar Sua vontade, é necessário que eu me abandone no realizar dEle na minha vida. É permitir que Ele faça em mim sem que eu dê o jeitinho brasileiro nas situações.
Com muito orgulho posso testemunhar que em toda a minha trajetória profissional, não houve um emprego sequer que eu tenha entrado porque coloquei meu currículo. Ao contrário, em todos os lugares que trabalhei, o fiz por indicação que eu nem esperava.
Deus também quer providenciar o necessário para seu dia de hoje e nesse ano de 2010. Você está disposto a ir para águas mais profundas? Espero seu testemunho.
Grande abraço,
Mari.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A graça do Metrô

Tah, não vai rindo de primeira só por causa do título, não...

Mas existe uma graça sobrenatural (pelo menos para mim) ao viajar de metrô. Se você é do tipo que se prende em aparências, esse transporte é aparentemente sujo, mal cuidado, demora pra chegar e quando chega está lotado. Pessoas cheiram mal e o vagão das mulheres é barulhento que só ouvindo!

Se você sair um pouquinho da margem, verá que é um lugal especial para silenciar o coração em meio à multidão. Primeiro porque é uma ótima área para seus estudos de antropologia - nível básico - e segundo, porque é onde podemos entrar em contato com Deus num exercício de concentração contínua. Só no metrô eu consigo colocar minhas leituras em dia, rezo sem ficar enjoada e contemplo as necessidades do outro com um olhar de intercessão.

Experimente. Vai dar até vontade de viagens mais longas...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lições de um 11 de novembro

Hoje eu aprendi que um professor é também um psicólogo, amigo e às vezes um antropólogo. Aprendi que ser professor não é uma profissão, mas um jeito de ser.


Experimentei que a maior conquista na vida de alguém é ter conquistado outras vidas e que podemos superar nossos limites se os conhecemos.


Vi que escolhemos nossos ícones baseado no que desejamos ser e que ainda não conseguimos (e que ainda não conseguimos). Pessoas se tornam ícones de vitória, competência ou santidade através de propósitos que criaram para si mesmas e obtiveram o reconhecimento.


Aprendi que as mais lindas orações podem nascer às 7 horas da noite, no meio de um engarrafamento com uma chuva torrencial e que se pode ser feliz às 10 horas da noite, com o corpo doendo, uma amiga ao lado, no meio do engarrafamento se gabando porque conseguiu o autógrafo do Gabriel Chalita.


Ao fim, percebi que o fim de um dia não encerra as possibilidades ou felicidade, mas as reabastece para dar um novo fôlego às surpresas que estão por vir.

sábado, 7 de novembro de 2009

E onde está Deus nisso tudo?

Meditando um pouco sobre a vida, hoje, me lembrei de como as pessoas estão condicionadas à seguinte constatação: "Se tem tanta coisa ruim sobre a Terra, onde está Deus? Se Deus existisse, a Terra não seria assim..." Acho que você já deve ter ouvido alguém falar algo parecido...

A questão é que não podemos culpar Deus por uma coisa que Ele não fez. Assim como, se João bater em mim, não tem motivo de eu colocar a culpa em Pedro. Não foi o Pedro que bateu, ora!

Então, você lembra de uma pessoa chamada Noé? Logo após o Dilúvio, Deus fez a seguinte promessa a Noé: "Doravante, não mais amaldiçoarei a terra por causa do homem(...) e não ferirei mais todos os seres vivos, como o fiz." Foi promessa de Deus! Depois do Dilúvio, Ele NUNCA MAIS amaldiçoaria a terra. Então, se a culpa não é dEle, só resta perceber que é do homem, que não sabe administrar os bens que lhe foram dados. No início de tudo, Deus deu ao homem poder sobre tudo que havia sobre a terra, sobre todas as formas de vida e sobre todas as matérias. Convenhamos que não é novidade nenhuma que o ser-humano não fez muito em favor da Terra nesses últimos séculos...

Depois disso, me perguntei como, então, eu faria alguma diferença por aqui, como eu poderia minimizar esses problemas acumulados. Mais uma vez, a resposta se encontra bem perto da promessa já mencionada. Após o Dilúvio, Noé levantou um altar ao Senhor: "tomou de todas as aves puras, e ofereceu-os em holocausto ao Senhor sobre o altar".

Pensemos juntos: um altar é um lugar próprio para se realizar sacrifícios, o sacrifício envolve uma abdicação do "amor próprio". Porque, então, sacrificar as aves? Porque, no início, Deus deu ao homem poder sobre toda forma de vida. Sacrificar as aves no altar para Deus significa dar a Deus a autoridade sobre o que o homem tem por direito, é retirar a autoridade que você tem sobre suas coisas e entregá-las a Deus.



Hoje você é convidado a fazer como Noé. Porém, você não sacrificará aves, mas tudo o que você tem por direito, como a sua própria vida, a sua casa, a alimentação, as vidas que estão à sua volta. Tudo prcisa voltar ao controle de Deus. Não faça com sua vida aquilo que a humanidade fez com o planeta: não destrua o que você tem de melhor, não queira assumir o controle sozinho.

O mundo não sabe, mas o segredo para um caminho de paz é a abdicação da própria vontade.

Não esqueça que você faz a diferença!